Quem sou eu

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...aquela dos olhos castanhos, dos cabelos curtinhos, do sorriso sincero, da risada esquisita, dos sonhos impossíveis, da esperança interminável, da insegurança constante, dos amigos perfeitos, do coração enorme! Aquela que se apaixona fácil, se esquece dos erros, se envergonha de tudo, e que nunca desiste. A menina que chora por tudo, que ama a vida, que se arrepende das falhas, que aproveita cada segundo como se fosse o ultimo, que fica feliz com um abraço, que sonha demaais, que pensa demaais, que complica demaais, e que deseja apenas ser feliiz! Sou aquela que nunca foi adulta antes, aquela Do tipo que fala e sai andando para não ter que ouvir a resposta.

Voltando a minha infância...


Me lembro com clareza da primeira vez em que a inveja (negra-azulada) tomou conta de mim!
Assumo-me 100% como invejosa e nem sempre a cor da danada é branca, não.
Aliás acho cafonérrimo isso de dar cores amenas a inveja.
Sinto, sim. Sou humana, não uma Sandy!
Aos fatos: Eu estava no Jardim 3 e a escola onde estudava oferecia o lanche.
As mães recebiam o cardápio da semana e as crianças comiam o que era oferecido numa boa.
Eu amava.
Principalmente em dia de gelatina com biscoito maizena e suco de caju.
Um clássico!
Até que apareceu a porr# da garota de cachinhos dourados.
O que ela fez pra mim?
Nada!
E desde quando o objeto da nossa inveja precisa ter feito algo para que sintamos por ele o genuíno ó-d-i-o com letrinhas separadas?
Eu a odiava porque ela tinha cachinhos dourados, a odiava porque ela era quietinha e mais ainda pelo fato da criatura ter uma merendeira com lanche alternativo próprio.
Como assim? ... Eu era a Namorada do Mickey.
Por que ela podia desfilar sua odiosa merendeira do Mickey com lanchinhos diversos e não comia o que nós, relis mortais eramos obrigados a mandar pra dentro sem direito a questionamentos?
(Perceberam a mudança de humor no tratamento do lanchinho? Perceberam?)

A professora explicou que fulaninha era super alérgica a tudo e por isso não podia comer o mesmo que nós, outros alunos.
Para vocês verem como são as coisas, a pobre coitada passava um perrengue danado, devia ser doida para levar uma vida normal e comer gelatinas cheias de corantes e eu gastava horas e horas da minha infância destilando meu veneno que (à la Maria Bethânia) tinha o gosto amargo do fel.

Mas é aquela velha história, né?
Dizem que a inveja mata e que o que não mata, engorda.
Como não morri, estou aqui me degladiando com meus quilos a mais, morrendo de inveja (negra) do corpo da Carolina Dieckman.


É. Ok. Já deu pra sacar que isso não vai acabar nunca.

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