Mas posso afirmar que se hoje eu sou como sou é porque tive meia dúzia de adultos sem noção me dando corda.
Nem bem chegava o mês de Outubro e minha mãe perguntava: "Priscila, qual será o tema do seu aniversário?" E eu que já estava com o dito escolhido desde Agosto mandava bala: "Quero uma festa de lacinhos!", "Quero uma festa de orelhas!", "Quero uma festa amarela!", "Quero uma festa de tulipas!", "Quero uma festa de pudim!".
O pré-festa eu curtia muito. Fazer o controle de qualidade dos saquinhos-surpresa era uma de minhas especialidades. Mas na hora do vamos ver, convidados a postos, vestido novo, pose pra foto e... hooooooooooras de choro, febre, sofrimento e ataques de pelanca.
Não. Eu não curtia O DIA do aniversário. E obrigava meus convidados a selar um compromisso em cartório: "Parabéns pra você" só com as luzes acesas. "Com quem será?", então, nem pensar. Eu era uma chata. Mas as produções eram uma gracinha.
E por que eu tô fazendo esse momento Helena? (vai dizer que não é super Manoel Carlos esse negócio de flashback de infância romanceado e singelo?) Porque achei isso aqui lindo e pensei: "Nossa! Quando eu tiver uma filha, quero que ela tenha festas assim!"

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